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TCU julgará em maio processo de compra de respiradores na pandemia

JUSTIÇA

TCU julgará em maio processo de compra de respiradores na pandemia
TCU julgará em maio processo de compra de respiradores na pandemia (Foto: Reprodução)

Na última semana, o caso chegou a ser discutido no plenário do TCU, mas um pedido de vista do ministro Bruno Dantas adiou a decisão. O processo tem como relator o ministro Jorge Oliveira, e se concentra na responsabilização dos envolvidos na contratação.

Os auditores do TCU apontaram Carlos Gabas, então secretário-executivo do Consórcio Nordeste, e Valderir Claudino de Souza, gerente-administrativo, como responsáveis pela negociação com a Hempcare. O relatório técnico recomenda a aplicação de multa e a inabilitação para o exercício de função pública de ambos. No entanto, a decisão final dependerá do julgamento no tribunal.

Defesa dos envolvidos – Em suas alegações, Carlos Gabas afirmou que a compra ocorreu em um contexto emergencial da pandemia e seguiu as diretrizes da Advocacia-Geral da União (AGU), incluindo a dispensa de licitação. Ele ressaltou que a empresa apresentou toda a documentação exigida e que não poderia ser responsabilizado pelo não cumprimento do contrato.

Já a análise dos auditores do TCU destacou que a Hempcare foi constituída apenas nove meses antes da assinatura do contrato, tinha capital social de R$ 100 mil e não possuía histórico de fornecimento para a administração pública federal. Além disso, sua principal atividade era a comercialização de produtos à base de maconha, fator que levantou questionamentos sobre a idoneidade da empresa para fornecer respiradores.

O caso do Maranhão e o andamento do processo – Entre os estados afetados pela compra de ventiladores está o Maranhão, também realizou uma compra de 70 respiradores que nunca foram entregues, totalizando um prejuízo de R$ 9,3 milhões. Na época, a aquisição foi feita pelo governo de Flávio Dino, então governador do estado e atual ministro do Supremo Tribunal Federal (STF).

Embora Dino tenha presidido o Consórcio Nordeste por um período, ele não foi diretamente citado no processo do TCU. No Maranhão, a investigação sobre os respiradores ficou a cargo do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MA), que abriu um procedimento para apurar a responsabilidade pela transação. Entretanto, desde 2020, o caso segue sem um desfecho definitivo, com o processo ainda aguardando análise e parecer final do conselheiro-relator.

Enquanto o julgamento no TCU pode trazer responsabilizações concretas para os gestores do Consórcio Nordeste, a situação no Maranhão permanece sem uma definição clara.

FONTE:https://portaloinformante.com.br/brasil/2025/03/tcu-julgara-em-maio-processo-de-compra-de-respiradores-na-pandemia/

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